Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

CONTO DE UM AMOR POSSÍVEL - COLECTIVO


agemea.jpg


(Imagem recolhida na Internet)


Conto Colectivo de um Amor Possível


 


Meus Amigos, o nosso conto chegou ao fim, espero que tenham gostado tanto quanto eu de o contar e do seu desenlace, um muito Obrigado a todos.


A Eles um forte abraço e a ti muito em especial um beijo terno;-)


 


“Já se tinham passado nove meses desde que o João conhecera a Marta na internet e, desde aí, desse mês de Junho, muitas foram as mensagens trocadas por e-mail e muita reciprocidade cúmplice nos comentários dos blogs um do outro, muito carinho virtual trocado.


Naquela tarde de Março que anunciava o início de mais uma Primavera, finalmente teriam o seu primeiro encontro.”


“Marta, enquanto se arranjava não deixou de se olhar ao espelho a prescutar os sinais do tempo que seu rosto teria de espelhar. Fez como sempre caretas ao espelho, enquanto limpava do pensamento todos os "avisados" conselhos de suas amigas... "Tu és louca! Ouvia a perfeitamente Isabel quando lhe contara a sua decisão de se encontrar com João. Por favor, tem sempre o telemóvel ligado e liga-me se vires que não te sentes bem. Tu és louca! É um completo desconhecido, por muito que tu fales com ele nessa treta do computador. Pode ser até uma mulher!"


“Mas se for uma mulher, bebemos café e conversamos, que mal tem? Estou curiosa Isabel!! Ele é tão interessante...se lesses as coisas maravilhosas que me diz!...Nunca em toda a minha vida, alguém me disse coisas tão belas. É tão amoroso e delicado...não posso recusar o convite, entendes?


Achas  que estou bem assim?


Disse rodopiando sobre os saltos altos. Achas que ainda sou uma mulher bonita Isabel?”


“..A roupa tinha sido meticulosamente escolhida para que não parecesse demasiado formal. Afinal umas calças de ganga e um blaser ficariam bem a qualquer um.


 


A hora aproximava-se. Marta sentou-se ao volante do seu carro. Deu uma rápida olhadela ao retrovisor que reflectia a imagem de sua cara. Retocou o baton suave, colocou os óculos de sol e partiu para o, quase, desconhecido...”


"Marcaram encontro num sítio público. Não que ela tivesse medo, pois ela conhecia-o mesmo sem o ter visto, mas para se sentir mais confiante neste primeiro encontro. Sentia-se indecisa com o passar das horas... Queria tanto conhecê-lo, mas será que ele não se iria decepcionar ao vê-la? Será que tantas palavras bonitas trocadas por mail não seriam uma mera ilusão criada por duas pessoas carentes?.."


“Olhou o espelho retrovisor com receio que se notasse muito a idade, que as rugas já não deixavam disfarçar.Ao longe viu chegar um carro azul, o coração disparou...Era ele! Um homem saiu do carro foi ao banco de trás  e tirou uma mala saindo em direcção ao outro lado da rua.


-Ufa... pensou ansiosa, o coração quase saia pela boca de tanto bater..._afinal não é!!! Exclamou em voz alta.”


João conduzia a grande velocidade , já estava atrasado e a ansiedade cortava-lhe a respiração...as mãos suavam de nervosismo e quase deixavam escapar o volante nas curvas mais apertadas!


 


- Acalma-te rapaz! pensou para si. É só o amor da tua vida que vais conhecer.”


 


"...Só o Amor da minha vida, onde estou eu com a cabeça a pensar que é só o amor da minha vida.


 


Marta a cada minuto que passava sentia aquela ansiedade característica de quem está prestes a viver um momento único. Pelo menos ela esperava que assim fosse. Sentia cada palavra cada sussurro e só conseguia pensar no João..."Mas afinal quem és tu João e o que estou eu aqui a fazer". Ao compasso do tick tack do relógio Marta aguardava ansiosa..."


 


“Entretanto, Marta vai olhando o local que escolheram para se conhecerem. -Isto é giro! Ele escreve tanto sobre esta praia, espero que as palavras não me enganem e que valha a pena o tempo a tomar o tal café, quando contar a Gábi (melhor amiga) esta cena, ela não vai acreditar que nos encontramos logo aqui!!!! - Nisto um policia dá indicações que ela não podia estar parada naquele local.”


 


“Teve de estacionar o carro noutro local. Enquanto isso estava aflita. Tinha combinado o encontro ali, naquela rua. E se o João já lá estava e não a via?


 


E se ele desistisse?


 


Marta sentia-se como uma menina na adolescência. Ele é o meu grande amor.


 


Estacionou, olhou mais uma vez para o espelho e foi para o local de encontro.”


 


Enquanto caminhava, olhava em volta, o seu pensamento rodava a 1000 á hora, as ideias atropelavam-se e turvavam-lhe a vista, mil perguntas sem resposta começavam a deixá-la tonta, as dúvidas e as certezas invadiam-lhe a mente, as suas mãos tremiam, embora se sentisse serena com todo este despoletar de emoções.


 


“Nisto, eis que Marta avista o João, que entretanto estacionara apressadamente bem perto de si, e que aparentava o mesmo ar brincalhão que tão bem conhecia das fotos trocadas por e-mail.


 


Ele sai do carro confiante e diz: És a Marta, és tu mesmo...Olá! Dizia-lhe já a dois passos dela.”


 


"João, vivendo há pouco mais de um ano naquela pequena vila, situada bem junto ao mar, onde se podia apreciar a mestria dos inúmeros surfistas que a visitavam, nas ondas concorridas da sua praia, vivia num pequeno apartamento com vista privilegiada para o mar, depois dum complicado processo de divorcio, jurara a si próprio não se envolver com mais ninguém no campo afectivo. os amigos ajudaram no lento processo de quem está divorciado, convidando-o para diversas festas, tentando sempre dar uma ajuda no que toca aos novos relacionamentos, mas talvez por defeito seu, ou pelos anos de casado, o seu tempo estava desfazado da realidade e de cada convite que aparecia recusava gentilmente a grande maioria deles, preferindo estar em casa a ouvir os seus velhos discos de vinil, com aquele som característico do arranhar da agulha ouvia musica dos anos 70 80 e alguma dos anos 90 do século XX lia os seus velhos livros de poesia e, de vez em quando, passava os olhos pelas novas tecnologias que hoje habitam no nosso lar... foi numa dessas revistas pelo PC que um dia, apesar de já ter ouvido falar dessas situações encontrou um site onde se podia encontrar novos amigos...e "


João criou então um blog onde dava largas à sua imaginação, os seus escritos chamaram a atenção de uma “blogueira” que lhe ofereceu um template giríssimo, João depositou nas teclas todo o amor que tinha para dar e que numa primeira tentativa tinha falhado, assim nasceu um amor virtual, secreto, e chamou-lhe precisamente o nome da vila onde combinou encontrar-se com Marta. João conseguia assim atingir um objectivo, tomar um café com alguém que se ia encontrar com ele, ali, na praia que ele virtualmente tanto desejou.


Marta era uma mulher interessante. Estava prestes a atingir os 40 anos, tinha um passado rico de experiências, tinha sido hospedeira de uma companhia aérea, correra mundo, conhecera muita gente, deitara-se com alguns homens interessantes. Era bonita, alta, vistosa, e merecera o interesse de alguns bons partidos, que recusara sempre por não querer abandonar a vida a sua profissão. Hoje estava mais velha, deixara de voar, e sentia-se só. Nunca casara e estava já farta de aventuras eventuais. O desejo agora era encontrar alguém com quem ficar para o resto da vida.


Ao ser interpelada por João sentiu dentro de si um alvoroço tal que quase não conseguiu articular palavra. Respirou fundo e balbuciou:


- Sim, sou...sou a Marta... tu és o João presumo.


- Sou. És muito bonita.


- Achas? Tive medo que ficasses decepcionado.


- Não. Ainda és mais bonita e interessante do que aquilo que imaginei.


-Estás a dizer isso só para ser simpático.


- Acredita que não. Estou a ser sincero. Gosto muito do que estou a ver.  E eu? O que pensas de mim?


- Acho-te um pão. Não é assim que dizem a moças actualmente?


- Ah! Ah! Ah! Talvez, não sei bem. Nunca me chamaram isso.


- Mas és. Estou contente por te conhecer.


- Eu também. Mas que vamos fazer agora?


- Talvez sentarmo-nos um pouco naquela esplanada sobre a praia, beber um café, conversar...e conhecermo-nos melhor. Embora já tivéssemos dito um ao outro quase tudo aquilo que podia ser dito.


-         Então vamos.


Num gesto cavalheiresco João oferece o braço a Marta que o aceita sorrindo. Quando as peles se tocam os dois sentem um arrepio, causado pela química inegável. Marta estava felicíssima, João era um homem bonito, com uma voz que fazia suas pernas tremer, e tão cavalheiro como nas conversas que tinham no MSN. _Marta estou feliz que estejas aqui, sempre pensei que não viesses!!!


_Confesso, que ainda hesitei João! Estava com receio, nunca me encontrei com ninguém da net.


Ele riu e num gesto carinhoso colocou a  mão    sobre a dela.


(continua no post abaixo)



 
publicado por Paulo César às 17:00
link do post | Ora diz Lá de tua Justiça | favorito
|
4 comentários:
De Cobarde a 20 de Janeiro de 2006 às 11:42
heheh, muito bom!!! :) Confesso que, como menina de bons costumes.. ;p, começei a ficar com medo na parte da cadeira.. lol, mas eis que chega a tulipa negra e corta o mal pela raiz. lol. Foi divertido querida, tu tens sempre boas iniciativas! Quem me convence a pôr a minha foto na net, também me convence a escrever um conto! ;) beijinhos grandes para ti querido! *** E parabéns a todos os que participaram! Crazy Li
(http://tentativa.blogs.sapo.pt)
(mailto:crazy_li@netcabo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 17:54
querido paulo...
com pena agora nao tenho tempo para ler o conto colectivo mas mal possa irei faze-lo!
beijos grandes na tua soul***Paula
(http://www.mysoul.no.sapo.pt)
(mailto:mysoul_05@hotmail.com)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 17:22
parabens pelo blog...ta mto bom...
cumprimentos pequenitaPequenita
(http://www.pequenita.blogs.sapo.pt)
(mailto:pequenita4@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 17:06
Já vim tarde para participar hoje, mas não para ler! Beijos. Foi uma bela iniciativa!Maria(EBS)
(http://mariavaialone.blogs.sapo.pt/)
(mailto:dancinghipo@sapo.pt)

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