Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Conto de Um Amor Possível II

esplanada2.jpg


(Imagem recolhida na Internet)


Conto Colectivo de um Amor Possível


 


Meus Amigos, desafio-os a darem continuação a este conto aqui iniciado através do acrescentar de um parágrafo ou mais em cada comentário que fizerem. Tomem atenção aos comentários anteriores e dêem um seguimento lógico ao conto. No final de cada dia colocarei um post com o desenrolar da história minha e vossa. Podem acrescentar o conto quantas vezes acharem por bem. Vamos a Isto?


Então vá:


 


“Já se tinham passado nove meses desde que o João conhecera a Marta na internet e, desde aí, desse mês de Junho, muitas foram as mensagens trocadas por e-mail e muita reciprocidade cúmplice nos comentários dos blogs um do outro, muito carinho virtual trocado.


Naquela tarde de Março que anunciava o início de mais uma Primavera, finalmente teriam o seu primeiro encontro.”


“Marta, enquanto se arranjava não deixou de se olhar ao espelho a prescutar os sinais do tempo que seu rosto teria de espelhar. Fez como sempre caretas ao espelho, enquanto limpava do pensamento todos os "avisados" conselhos de suas amigas... "Tu és louca! Ouvia a perfeitamente Isabel quando lhe contara a sua decisão de se encontrar com João. Por favor, tem sempre o telemóvel ligado e liga-me se vires que não te sentes bem. Tu és louca! É um completo desconhecido, por muito que tu fales com ele nessa treta do computador. Pode ser até uma mulher!"


“Mas se for uma mulher, bebemos café e conversamos, que mal tem? Estou curiosa Isabel!! Ele é tão interessante...se lesses as coisas maravilhosas que me diz!...Nunca em toda a minha vida, alguém me disse coisas tão belas. É tão amoroso e delicado...não posso recusar o convite, entendes?


Achas  que estou bem assim?


Disse rodopiando sobre os saltos altos. Achas que ainda sou uma mulher bonita Isabel?”


“..A roupa tinha sido meticulosamente escolhida para que não parecesse demasiado formal. Afinal umas calças de ganga e um blaser ficariam bem a qualquer um.


 


A hora aproximava-se. Marta sentou-se ao volante do seu carro. Deu uma rápida olhadela ao retrovisor que reflectia a imagem de sua cara. Retocou o baton suave, colocou os óculos de sol e partiu para o, quase, desconhecido...”


"Marcaram encontro num sítio público. Não que ela tivesse medo, pois ela conhecia-o mesmo sem o ter visto, mas para se sentir mais confiante neste primeiro encontro. Sentia-se indecisa com o passar das horas... Queria tanto conhecê-lo, mas será que ele não se iria decepcionar ao vê-la? Será que tantas palavras bonitas trocadas por mail não seriam uma mera ilusão criada por duas pessoas carentes?.."


“Olhou o espelho retrovisor com receio que se notasse muito a idade, que as rugas já não deixavam disfarçar.Ao longe viu chegar um carro azul, o coração disparou...Era ele! Um homem saiu do carro foi ao banco de trás  e tirou uma mala saindo em direcção ao outro lado da rua.


-Ufa... pensou ansiosa, o coração quase saia pela boca de tanto bater..._afinal não é!!! Exclamou em voz alta.”


João conduzia a grande velocidade , já estava atrasado e a ansiedade cortava-lhe a respiração...as mãos suavam de nervosismo e quase deixavam escapar o volante nas curvas mais apertadas!


 


- Acalma-te rapaz! pensou para si. É só o amor da tua vida que vais conhecer.”


 


"...Só o Amor da minha vida, onde estou eu com a cabeça a pensar que é só o amor da minha vida.


 


Marta a cada minuto que passava sentia aquela ansiedade característica de quem está prestes a viver um momento único. Pelo menos ela esperava que assim fosse. Sentia cada palavra cada sussurro e só conseguia pensar no João..."Mas afinal quem és tu João e o que estou eu aqui a fazer". Ao compasso do tick tack do relógio Marta aguardava ansiosa..."


 


“Entretanto, Marta vai olhando o local que escolheram para se conhecerem. -Isto é giro! Ele escreve tanto sobre esta praia, espero que as palavras não me enganem e que valha a pena o tempo a tomar o tal café, quando contar a Gábi (melhor amiga) esta cena, ela não vai acreditar que nos encontramos logo aqui!!!! - Nisto um policia dá indicações que ela não podia estar parada naquele local.”


 


“Teve de estacionar o carro noutro local. Enquanto isso estava aflita. Tinha combinado o encontro ali, naquela rua. E se o João já lá estava e não a via?


 


E se ele desistisse?


 


Marta sentia-se como uma menina na adolescência. Ele é o meu grande amor.


 


Estacionou, olhou mais uma vez para o espelho e foi para o local de encontro.”


 


Enquanto caminhava, olhava em volta, o seu pensamento rodava a 1000 á hora, as ideias atropelavam-se e turvavam-lhe a vista, mil perguntas sem resposta começavam a deixá-la tonta, as dúvidas e as certezas invadiam-lhe a mente, as suas mãos tremiam, embora se sentisse serena com todo este despoletar de emoções.


 


“Nisto, eis que Marta avista o João, que entretanto estacionara apressadamente bem perto de si, e que aparentava o mesmo ar brincalhão que tão bem conhecia das fotos trocadas por e-mail.


 


Ele sai do carro confiante e diz: És a Marta, és tu mesmo...Olá! Dizia-lhe já a dois passos dela.”


 


"João, vivendo há pouco mais de um ano naquela pequena vila, situada bem junto ao mar, onde se podia apreciar a mestria dos inúmeros surfistas que a visitavam, nas ondas concorridas da sua praia, vivia num pequeno apartamento com vista privilegiada para o mar, depois dum complicado processo de divorcio, jurara a si próprio não se envolver com mais ninguém no campo afectivo. os amigos ajudaram no lento processo de quem está divorciado, convidando-o para diversas festas, tentando sempre dar uma ajuda no que toca aos novos relacionamentos, mas talvez por defeito seu, ou pelos anos de casado, o seu tempo estava desfazado da realidade e de cada convite que aparecia recusava gentilmente a grande maioria deles, preferindo estar em casa a ouvir os seus velhos discos de vinil, com aquele som característico do arranhar da agulha ouvia musica dos anos 70 80 e alguma dos anos 90 do século XX lia os seus velhos livros de poesia e, de vez em quando, passava os olhos pelas novas tecnologias que hoje habitam no nosso lar... foi numa dessas revistas pelo PC que um dia, apesar de já ter ouvido falar dessas situações encontrou um site onde se podia encontrar novos amigos...e "


João criou então um blog onde dava largas à sua imaginação, os seus escritos chamaram a atenção de uma “blogueira” que lhe ofereceu um template giríssimo, João depositou nas teclas todo o amor que tinha para dar e que numa primeira tentativa tinha falhado, assim nasceu um amor virtual, secreto, e chamou-lhe precisamente o nome da vila onde combinou encontrar-se com Marta. João conseguia assim atingir um objectivo, tomar um café com alguém que se ia encontrar com ele, ali, na praia que ele virtualmente tanto desejou.


Marta era uma mulher interessante. Estava prestes a atingir os 40 anos, tinha um passado rico de experiências, tinha sido hospedeira de uma companhia aérea, correra mundo, conhecera muita gente, deitara-se com alguns homens interessantes. Era bonita, alta, vistosa, e merecera o interesse de alguns bons partidos, que recusara sempre por não querer abandonar a vida a sua profissão. Hoje estava mais velha, deixara de voar, e sentia-se só. Nunca casara e estava já farta de aventuras eventuais. O desejo agora era encontrar alguém com quem ficar para o resto da vida.


Ao ser interpelada por João sentiu dentro de si um alvoroço tal que quase não conseguiu articular palavra. Respirou fundo e balbuciou:


- Sim, sou...sou a Marta... tu és o João presumo.


- Sou. És muito bonita.


- Achas? Tive medo que ficasses decepcionado.


- Não. Ainda és mais bonita e interessante do que aquilo que imaginei.


-Estás a dizer isso só para ser simpático.


- Acredita que não. Estou a ser sincero. Gosto muito do que estou a ver.  E eu? O que pensas de mim?


- Acho-te um pão. Não é assim que dizem a moças actualmente?


- Ah! Ah! Ah! Talvez, não sei bem. Nunca me chamaram isso.


- Mas és. Estou contente por te conhecer.


- Eu também. Mas que vamos fazer agora?


- Talvez sentarmo-nos um pouco naquela esplanada sobre a praia, beber um café, conversar...e conhecermo-nos melhor. Embora já tivéssemos dito um ao outro quase tudo aquilo que podia ser dito.


-         Então vamos.


Num gesto cavalheiresco João oferece o braço a Marta que o aceita sorrindo. Quando as peles se tocam os dois sentem um arrepio, causado pela química inegável. Marta estava felicíssima, João era um homem bonito, com uma voz que fazia suas pernas tremer, e tão cavalheiro como nas conversas que tinham no MSN. _Marta estou feliz que estejas aqui, sempre pensei que não viesses!!!


_Confesso, que ainda hesitei João! Estava com receio, nunca me encontrei com ninguém da net.


-         Ele riu e num gesto carinhoso colocou a  mão    sobre a dela.


Dirigiram-se para a tal esplanada, frente para o mar. Sentaram-se num cantinho tal como os fazem os adolescentes enamorados e partilharam ideias e pensamentos. Ela de cabelos longos caiam-lhe pelos ombros, fustigados pelo vento oriundo do mar. A face ligeiramente rosada, mostrando algum constrangimento daquela situação inabitual. Os dois frente a frente tendo como pano de fundo o mar calmo bailando no rodopio da maré, e as gaivotas ao longe cantando de felicidade.


 Esta calma invadiu-os e assim passaram toda a tarde falando, rindo, partilhando.


O João disse: - Bolas o tempo passa tão depressa, contigo , olhou-a directamente para os olhos castanhos avelã dela


-Sim, é verdade, é sinal que estamos a gostar.


-Eu estou a adorar, e tu?


-Eu, fez uma pausa, não quero parecer atrevida, nem precipitada, mas estou a amar...


-         Pegou-lhe na mão e fixou-lhe o olhar, mostrando uma cumplicidade desconcertante...


"Os olhos sempre aquela fascinação pelo olhar...e como era perturbador o olhar do João. Marta dava por si perdida naquele imenso olhar. Sentia-se fascinada e pensava no meio dos homens que conhecera ao longo da sua caminhada aquele olhar teve o poder de a despertar. Pensava – Marta não tens idade para estas coisas. João fixou-a quase como se conseguisse ler o seu pensamento e passando a mão pela face de Marta. – Sabes Marta não aparentas em nada a idade que dizes ter. Tens a doçura de uma miúda de  vinte anos. E a tua pele? Bem a tua pele tem o toque suave da seda.


Marta cora  e sente-se como se estivesse no liceu com uma vontade tremenda de beijar o primeiro namorado. Será que era só a Marta que sentia essa vontade???"


Marta só tinha uma vontade, aproximar-se dele, sentir-lhe o perfume, tocá-lo, certificar-se que ele era real. Sonhou tanto com ele nestes últimos meses, nem queria acreditar que ele ali estava!


Ele olhava-a de um jeito que a deixava trémula. De tantas aventuras que teve, nunca ninguém a olhara assim. O João transmitia-lhe a segurança de que ela estava a precisar. Com ele, ela sentia-se adolescente outra vez.


Naquele momento de cumplicidade, Marta teve a certeza... A história deles iria começar ali.


então João oferece uma rosa vermelha mas antes de lha dar João beija a rosa e Marta não resiste mais ao charme do João, e diz baixinho: - anda beija-me também...


João aproximou seus lábios de Marta que fechara os olhos e num forte abraço o mundo girou: Seus lábios. suas línguas suas almas disseram tudo aquilo que até não tinham dito. Foi uma vertigem! Quando então finalmente se olharam Marta de olhos embaciados ouviu João no seu ouvido: "Nós sempre nos conhecemos!"


Seus olhos da cor do mar... transmitiam-lhe carinho era tanto o seu amar aquele abraço foi seu ninho  toda ela, meu Deus, tremia, toda ela era ansiedade toda ela era alegria toda ela felicidade e se duvidas ela tivesse ali mesmo as desfez e se nada mais houvesse mesmo assim era feliz... mas tudo aconteceu como um passe de magia... e o mundo estremeceu só aquele amor existia ..........


“Marta afasta a sua boca ainda trémula do lábios do João. Olha-o com firmeza e malícia e sorri, João retribuí o sorriso e aguarda. Marta esquece tudo o que a rodeia deixa para trás dores e amores passados. Era ali e agora que começava. Tinha a certeza que queria que assim fosse. João era e seria o seu Amor. Enternecida por aquele sorriso, solta-se à vontade de voltar a beijar aqueles lábios sedentos de calor, sedentos de amor. João acede ao seu desejo. Beijam-se e tornam-se a beijar giram e tornam a girar. João num abraço forte suspira ao ouvido de Marta. – Marta minha estrela da tarde, Amo-te…”


"Marta pensou inadvertidamente que estava a sonhar. Algures, muito longe, via um deserto a perder no horizonte, sentia que estava num pequeno oásis, um lugar paradisíaco com palmeiras, cuja sombra lhe causava enorme prazer. Inclinou-se vagarosamente sobre o amor da sua vida, afagando-lhe suavemente aqueles belos cabelos compridos, passando os dedos pela face cinzelada do João, qual Adónis expectante e a ficar ofegante. Que desejam? Marta dá um salto na cadeira, olha para a sua frente e vê o empregado do café. Sustem a respiração e quase desmaia."


Valeu um pouco de sangue frio em João que logo respondeu:


Olhe senhor, como já é tarde eu sugeria um aperitivo para o jantar...jantas comigo não jantas Marta?


Conheço um pequeno restaurante típico e isolado que era o ideal..


Janto pois disse a Marta decidida...para mim também pode trazer um Favaios bem fresquinho e para acompanhar umas castanhas de caju...não sei se gostas?...


...gosto Marta. Traga dois Favaios, se faz favor..." - gaguejou João que notou que algo se tinha alterado subitamente em Marta, como se algo se tivesse quebrado. O que teria feito de errado? Ele estava tão feliz e ela parecera tão feliz quanto ele! A menos que...sim, o empregado...ele tinha emudecido e parecia transformado em estátua. com os olhos pregados na cara de Marta...


É que Marta era tão linda que o empregado não conseguia tirar os olhos dela e pensava " Tão linda que é esta mulher".... João não ficou indiferente e ficou com uma ponta de ciúmes, pois estava ali na frente a mulher da sua vida e o empregado não tirava os olhos dela o que poderia ele fazer?


Diplomaticamente, João contornou a situação com audácia e firmeza, despindo o dito empregado de qualquer outro avanço de insinuação, exclamando:


Já viu a sorte que eu tenho!? Demorei, mas nunca descorando a divina esperança, alcancei o meu tesouro. Agora sei apreciar uma verdadeira jóia... Desejo-lhe a mesma sorte que me assola. Tenha confiança em si e verá que a sua hora um dia há-de ressuscitar.


Marta esboçou um sorriso e no seu olhar, um brilho humedecido apelava à emoção de tão nobre dedicatória, reforçando ainda mais a vontade de o beijar e abraçar. Cada momento que partilhava na companhia de João lhe dava mais certeza que o seu príncipe encantado tinha aparecido.


O empregado agradecendo os votos formulados, foi buscar o que lhe haviam solicitado.Voltou com os favaios e retirou-se de imediato.


João e Marta pegaram nos copos e brindaram .... brindaram-se mutuamente ........ num desejo .... deixarem-se "voar".


Do outro lado, estava um homem simples, na casa dos 40, com aspecto ainda bastante jovem, com um sorriso franco, um olhar da cor do mar, que falava sem tirar os olhos daquele rosto que á sua frente o fixava e que ele parecia elevar a outra dimensão. João é um homem de trato fácil, responsavel, que gosta de coisas simples, exigente consigo próprio, mas que ao longo da vida foi perdendo alguma da alegria de viver, estava agora ali, sentado ao lado duma mulher lindíssima, e por muito que tenha jurado não se envolver com mais nenhuma mulher, sentia que estava a prestes a desfazer a jura que tinha feito a si proprio, claro que tudo era ainda muito prematuro, mas sentia algum conforto, um conforto que o invadia de sonhos, na sua cabeça fervilhavam ideias e memórias passadas, há muito que não se sentia assim e era magnífico sentir outra vez aquele formigueiro no coração de quem está outra vez apaixonado


Marta, trincava uma castanha de caju e semi cerrando os olhos, afagou a mão de João enquanto lhe perguntava. E os teus filhos João? Tens estado com eles? Como estão as coisas com a tua ex mulher? Tens visto os meninos?


 


-          


...


(continua)


Participações até esta fase:


Paulo, Papoila, Ana Luar, Amanda, Liliana, Tino, Maria João, Juda, Manuela (Kaldinhas), Magia (Perlimpimpim),  João Manuel Pereira, Manito, Tulipa Negra, Paulo Pdivulg, José Bernardo, Tuxa, Eduardo, Maria Vai Alone, Fofinha, Carlos Peliças e Carlos.


 Obrigado a todos e prossigam amanhã, conto contigo muito em especial;-)


 

publicado por Paulo César às 21:02
link do post | Ora diz Lá de tua Justiça | favorito
|
13 comentários:
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 15:51
Marta, esfregou os olhos, esperguiçou-se e levantou-se rapidamente e foi a correr ao portátil verificar se o seu namorado João lhe tinha enviado alguma mensagem.
Abriu o Outlook e lá estava:
"Marta meu amor desejo-te um excelente dia de trabalho e lembra-te que hoje já é quinta-feira e Domingo será o nosso grande dia:-)
Se soubesses como esperei por este dia a minha vida toda!!
Mas finalmente iremos casar meu amor...seremos um do outro para sempre...até logo meu Amor e Bom Trabalho".
Marta sorriu, respondeu apenas assim:
;-)
até logo meu Amor!"
FIMPaulo
(http://poesialusa.blogs.sapo.pt)
(mailto:paulocesarnunes@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 15:36
Vá Marta, então hoje não se trabalha? Olha que já são 8 horas. Está um dia bonito. Acorda e levanta-te. Marta abriu os olhos e viu a mãe sorridente que acabara de abrir os estores da janela para que o sol invadisse o quarto e a ajudasse a despertar mais depressa.

Marta esfregou os olhos e ainda um pouco ensonada balbuciou:
- Porque foi que me acordaste? Estava a ter um sonho fantástico.
-Pois, sonhos. Mas a vida não se ganha a sonhar minha filha. Vá levanta-te e despacha-te. Tens muito trabalho pela frente.Tulipa Negra
(http://www.espreitadelas.blogs.sapo.com)
(mailto:tulipa_negra2@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 14:51
João regressava vindo do quarto de banho, vestido apenas com um roupão de turco branco e deixando invadir o escritório por um perfume adocicado de bom gosto.
Então, ajoelhou-se na frente de Marta e muito levemente começou a percorrer com a língua o pescoço quente e rosado de Marta. A sua mão direita subia levemente do joelho até à coxa esquerda de Marta...
Paulo César
(http://poesialusa.blogs.sapo.pt)
(mailto:paulocesarnunes@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 14:46
"Os minutos começavam a passar e Marta estava espectante -Marta onde te foste meter...bem na verdade não deixa de ser excitante, mas pelo menos a dois, agora tu Marta sentada numa cadeira amarrada a sós. Marta suspira quando dá pela entrada de João no escritório. - Sentiste a minha falta . Sorri João enquanto olha para Marta. -Bem digamos que na posição em que me encontro seria complicado não o sentir. Prefiro que me acompanhes. João sorri. - Achas então que podemos dar largas á imaginação???..."oteudoceolhar
(http://)
(mailto:joanstar@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 14:33
Uma vez no escritório, Marta falou:-Então é daqui que me falas todos os dias?
-Sim, MArta é daqui. Senta-te na cadeira...
Assim o fez.
-Deseijo-te...
-Eu também, reorqui ela. Ele joelhou-se á frente.
Beijou-a e lentamente foi despindo-a. Tirou-lhe a camisola, mostranto o soutien rosa que sustentava dois seios que os anos ainda mantinham bem firmes. O rítmo frenético aumentava, o coração bombardeava-os imagens na mente...
Com a ajuda da Marta retiou-lha a saia castanha deixando as coxas e pernas desnudadas.
-Quero-te dizia ela, com a respiração ofegante.
-Também eu... dizia ele inclinado-se sobre ela e por sua vez em cima da cadeira que gemia de tanta agitação. João sorrateiramente tirou uma pequena corda que já estava em cima da secretária de nogueira por de trás deles...
-Deixa-me brincar,... deixas perguntou ele
Ela nada dizia como que hipnotisada pela situação, o medo do desconhecido apenas amplificava a excitação. Subtilmente amarrou-lhe as mãos.
Nesse simultâneo beijava-a por todo o seu corpo
-Queres dominar-me? Perguntou ela
-Posso?
-Num suspiro disse simm....
Afastando as coxas dela, amarrou-lhe os pés aos pés da cadeira, simultâneamente em que a beijava pelas coxas.
Marta já não sabia onde estava... De repente ele olhou-a nos olhos e disse-lhe:
-Eu venho já! E saíu do escritório a correr.
Baralhada e confusa lá estava ela só num escritório amarrada numa cadeira...PDivulg
(http://www.lacosazuis.blogs.sapo.pt)
(mailto:pdivulg@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 13:56
João levou-a então até ao escritório, onde tanto conversaram, tanto choraram, e tanto sonharam com este encontro. Ao entrar lá, Marta sentiu-se em casa, como se sempre tivesse ali estado, como se estivesse ali uma parte dela mesma. Olhou em volta e sorriu.
- É estranho estar aqui, sempre o desejei mas nunca pensei que fosse acontecer.
- Pois eu sempre soube que um dia iria mostrar-te onde tudo começou. Tive sempre cá dentro esta sensação de que não era uma conversa como as outras, que era algo importante.
TU és importante Marta!.. Crazy Li
(http://tentativa.blogs.sapo.pt)
(mailto:crazy_li@netcabo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 11:38
Numa simbiose de vontades, aproximaram-se cordenadamente e mais uma vez a envolvência surgiu. Os corpos começavam a tocar-se com mais intensidade e intimidade. A entrega mutua, queria dizer tudo... o voto de confiança pelo passado arquivado e a certeza de um futuro honesto.
Quando o entusiasmo começou a efervescer, João volta a parar e diz-lhe:
Marta, jurei para mim mesmo, que se um dia se concretizasse este encontro, eu teria como prioridade, levar-te ao meu canto de culto. Espaço onde às paredes me confessei inúmeras vezes e afinal de contas, onde tudo se construiu e tornou possível, as nossas vidas cruzarem-se...
Marta intrigada, recorre ao instinto feminino e acha que ele está a convidá-la a conhecer o seu leito e rosada, não só pela envolvência que a começara a despertar minutos atrás, diz a João:
Com o que me queres agora presentiar!? Tantas emoções num só encontro... A idade não perdoa...
João com um sorriso translúcido e singelo, acalma-a:
Marta, quero que conheças o meu escritório, onde tenho todo o material que me propocionou durante todo este longo tempo, que viajasse virtualmente contigo, nos meandros do prazer e conhecimento. Fôs-te o meu tónico, nas horas amargas de vazio e ausência de sentido de existência.
Este cantinho é sagardo para mim e gostaria que a tua aurea o percorresse, para se fundir finalmente todo o processo que se desenrolou nas nossa vidas.
Carlos Peliças
</a>
(mailto:cmpelicas@ana-aeroportos.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 10:51
"Marta tinha gostado do voto de confiança e abertura em relação aquela fase mais negra da vida de João, ainda assim questiona-se se João seria capaz de manter o seu equilibrio. Fosse como fosse queria estar a seu lado para que João não vacila-se. - João quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Que tal deixar-mos o copo ficar de lado? Já comemoramos já brindamos ao nosso encontro, sempre podemos encontrar outra forma de continuar a nossa noite, o nosso encontro...Marta tentava dar a volta á questão afinal era um momento que era para ser único e também ela tinha o seu passado os seus medos e os seus fantasmas...seria ela capaz de se abrir com João tal como ele fizera consigo? Olharam-se em silêncio..."oteudoceolhar
(http://oteudceolhar.blogs.sapo.pt)
(mailto:joanstar@sapo.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 10:15
Não podes? Claro que podes...se me amas como dizes tu podes!
Está bem...para que não tenhas dúvidas do meu amor...vou-te contar!
E sentaram-se os dois no Sofá beije e enquanto ambos maquinalmente puxaram de um cigarro, João começou a relatar a parte do seu passado que tanto o angustiava:
Sabes, peço desculpa por nunca te ter contado isto...tu sabes tudo da minha vida mas omiti-te um facto relevante e um tanto ou quanto grave...
Marta já pensava o pior e devido à emoção e ao desconforto disse:
Olha afinal sempre quero beber qualquer coisa...por favor...
João enquanto preparava duas bebidas foi começando a contar:
Tenho um passado de álcool e mais grave ainda...algumas drogas sabes?...
Marta sentiu um aperto no coração e não soube o que responder, recorreu apenas a um:
Então?!!
Pois, muito stress, um amor mal vivido e recorri ao mais fácil, tudo começou por uns copos, a coisa foi-se agravando...mais tarde...haxixe...e acabei a consumir regularmente heroína...Nisto as lágrimas começaram a rolar face abaixo.
Marta apenas permanecia muda de espanto perante tais revelações.
Foi uma fase de martírio na minha vida...perdi emprego e família...os amigos verdadeiros afastaram-se...até que descobri uma instituição que me propôs tratamento através do Método Minnesota, são treze passos de muito esforço e força de vontade o quanto me explicaram.
Eu aceitei logo, pois tinha chegado ao fundo do poço como é uso dizer-se...
Hoje ultrapassei tudo mas a marca cá ficou...desculpa mas não podia avançar mais na nossa relação sem primeiro te contar tudo isto...
Então não devias estar aqui a beber álcool...
Eu sei, aprendi que depois do que passei o primeiro copo está longe de ser o último...mas acho que a situação pedia uma pequena comemoração e não passará de hoje...
Paulo
(http://poesialusa.blogs.sapo.pt)
(mailto:pcnunes@ana-aeroportos.pt)
De Cobarde a 19 de Janeiro de 2006 às 09:30
Longo foi o jantar, já sem ninguém na sala apenas eles os dois, o momento era perfeito, mágico onde tudo á volta quase que desaparecera.
-Bem Marta se calhar já chega de jantar?
-Sim estou maravilhosamente bem.
-O que te apetece fazer agora?
-Um pouco de privacidade?... -Corou uma vez mais.
-Está bem, mas...
-O que é? Estou a ser atrevida?
-Não,... nada disso Marta, vamos até ao meu apartamento.
-Achas que sou de confiança?
Ele fê-la calar-se com um beijo longo
-Estou pronto a arriscar-retorqui ele.

Entraram os dois no carro no Audi TT dele. Tudo estava maravilhosamente bem, no entanto ele nada dizia.
-Posso por música?
-Claro, tenho este CD
Fez-se ouvir a música "Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim i o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites
sem dormir
tantos quartos de hotel
amar i partir
promessas perdidas
escritas no ar
e logo ali eu sei...

Tudo o que eu te dou
tu de das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou..."

O coração dos dois batia insessantemente, tal como dois adolescentes no primeiro encontro, no entanto o João parecia tremer...
Rapidamente chegaram ao apartamento, grande e bem decorado.
-Gostas de arte Africana? Perguntou ela
-Adoro viajar, e recolher artesanato típico.
-Isto é o quÊ?
Ele riu-se:
-Não não é um vibrador!... è um artefacto Nigeriano que simboliza um "falo" mas serve como objecto de culto, - soltou uma ruidosa gargalhada enquanto se dirigia para o bar.-Queres beber alguma coisa?
-A única coisa que eu quero beber são os teus lábios...
E perderam-se num longo beijo, onde os corpos se apertavam numa ânsia louca.
-Espera, disse ele...
-O que é?
-Tenho que te dizer uma coisa...
-O que se passa não queres...
-Não, não é isso...
-Então?...
-Desculpa-me... Começavam a rolar umas lágrimas dos olhos
-Estás a assustar-me?
-Desculpa... mas... não posso...
Ela fitou-o nos olhos sem entender, com um misto de incompreensão e de dúvida
-Não posso repetiu ele...PDivulg
(http://www.lacosazuis.blogs.sapo.pt)
(mailto:pdivulg@sapo.pt)

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