Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

Conto de Um Amor Possível

conto2.jpg


(imagem retirada da Internet)


Conto Colectivo de um Amor Possível


 


Meus Amigos, desafio-os a darem continuação a este conto aqui iniciado através do acrescentar de um parágrafo ou mais em cada comentário que fizerem. Tomem atenção aos comentários anteriores e dêem um seguimento lógico ao conto. No final de cada dia colocarei um post com o desenrolar da história minha e vossa. Podem acrescentar o conto quantas vezes acharem por bem. Vamos a Isto?


Então vá:


 


“Já se tinham passado nove meses desde que o João conhecera a Marta na internet e, desde aí, desse mês de Junho, muitas foram as mensagens trocadas por e-mail e muita reciprocidade cúmplice nos comentários dos blogs um do outro, muito carinho virtual trocado.


Naquela tarde de Março que anunciava o início de mais uma Primavera, finalmente teriam o seu primeiro encontro.”


“Marta, enquanto se arranjava não deixou de se olhar ao espelho a prescutar os sinais do tempo que seu rosto teria de espelhar. Fez como sempre caretas ao espelho, enquanto limpava do pensamento todos os "avisados" conselhos de suas amigas... "Tu és louca! Ouvia a perfeitamente Isabel quando lhe contara a sua decisão de se encontrar com João. Por favor, tem sempre o telemóvel ligado e liga-me se vires que não te sentes bem. Tu és louca! É um completo desconhecido, por muito que tu fales com ele nessa treta do computador. Pode ser até uma mulher!"


“Mas se for uma mulher, bebemos café e conversamos, que mal tem? Estou curiosa Isabel!! Ele é tão interessante...se lesses as coisas maravilhosas que me diz!...Nunca em toda a minha vida, alguém me disse coisas tão belas. É tão amoroso e delicado...não posso recusar o convite, entendes?


Achas  que estou bem assim?


Disse rodopiando sobre os saltos altos. Achas que ainda sou uma mulher bonita Isabel?”


“..A roupa tinha sido meticulosamente escolhida para que não parecesse demasiado formal. Afinal umas calças de ganga e um blaser ficariam bem a qualquer um.


 


A hora aproximava-se. Marta sentou-se ao volante do seu carro. Deu uma rápida olhadela ao retrovisor que reflectia a imagem de sua cara. Retocou o baton suave, colocou os óculos de sol e partiu para o, quase, desconhecido...”


"Marcaram encontro num sítio público. Não que ela tivesse medo, pois ela conhecia-o mesmo sem o ter visto, mas para se sentir mais confiante neste primeiro encontro. Sentia-se indecisa com o passar das horas... Queria tanto conhecê-lo, mas será que ele não se iria decepcionar ao vê-la? Será que tantas palavras bonitas trocadas por mail não seriam uma mera ilusão criada por duas pessoas carentes?.."


“Olhou o espelho retrovisor com receio que se notasse muito a idade, que as rugas já não deixavam disfarçar.Ao longe viu chegar um carro azul, o coração disparou...Era ele! Um homem saiu do carro foi ao banco de trás  e tirou uma mala saindo em direcção ao outro lado da rua.


-Ufa... pensou ansiosa, o coração quase saia pela boca de tanto bater..._afinal não é!!! Exclamou em voz alta.”


“João conduzia a grande velocidade , já estava atrasado e a ansiedade cortava-lhe a respiração...as mãos suavam de nervosismo e quase deixavam escapar o volante nas curvas mais apertadas!


- Acalma-te rapaz! pensou para si. É só o amor da tua vida que vais conhecer.”


"...Só o Amor da minha vida,onde estou eu com a cabeça a pensar que é só o amor da minha vida.


Marta a cada minuto que passava sentia aquela ansiedade caracteristica de quem está prestes a viver um momento único. Pelo menos ela esperava que assim fosse. Sentia cada palavra cada sussurro e só conseguia pensar no João..."Mas afinal quem és tu João e o que estou eu aqui a fazer". Ao compasso do tick tack do relógio Marta aguardava ansiosa..."


“Entretanto, Marta vai olhando o local que escolheram para se conhecerem. -Isto é giro! Ele escreve tanto sobre esta praia, espero que as palavras não me enganem e que valha a pena o tempo a tomar o tal café, quando contar a Gábi (melhor amiga) esta cena, ela não vai acreditar que nos encontramos logo aqui!!!! - Nisto um policia dá indicações que ela não podia estar parada naquele local.”


“Teve de estacionar o carro noutro local.Enquanto isso estava aflita. Tinha combinado o encontro ali, naquela rua. E se o João já lá estava e não a via?


E se ele desistisse?


Marta sentia-se como uma menina na adolescência. Ele é o meu grande amor.


Estacionou, olhou mais uma vez para o espelho e foi para o local de encontro.”


Enquanto caminhava, olhava em volta, o seu pensamento rodava a 1000 á hora, as ideias atropelavam-se e turvavam-lhe a vista, mil perguntas sem resposta começavam a deixá-la tonta, as dúvidas e as certezas invadiam-lhe a mente, as suas mãos tremiam, embora se sentisse serena com todo este despoletar de emoções.


“Nisto, eis que Marta avista o João, que entretanto estacionara apressadamente bem perto de si, e que aparentava o mesmo ar brincalhão que tão bem conhecia das fotos trocadas por e-mail.


Ele sai do carro confiante e diz: És a Marta, és tu mesmo...Olá! Dizia-lhe já a dois passos dela.”


"João, vivendo há pouco mais de um ano naquela pequena vila, situada bem junto ao mar, onde se podia apreciar a mestria dos inumeros surfistas que a visitavam, nas ondas concorridas da sua praia, vivia num pequeno apartamento com vista priveligiada para o mar, depois dum complicado processo de divorcio, jurara a si próprio não se envolver com mais ninguém no campo afectivo. os amigos ajudaram no lento processo de quem está divorciado, convidando-o para diversas festas, tentando sempre dar uma ajuda no que toca aos novos relacionamentos, mas talvez por defeito seu, ou pelos anos de casado, o seu tempo estava desfazado da realidade e de cada convite que aparecia recusava gentilmente a grande maioria deles, preferindo estar em casa a ouvir os seus velhos discos de vinil, com aquele som caracteristico do arranhar da agulha ouvia musica dos anos 70 80 e alguma dos anos 90 do século XX lia os seus velhos livros de poesia e, de vez em quando, passava os olhos pelas novas tecnologias que hoje habitam no nosso lar... foi numa dessas revistas pelo PC que um dia, apesar de já ter ouvido falar dessas situações encontrou um site onde se podia encontrar novos amigos...e "


...


(continua)


Participações:


Paulo, Papoila, Ana Luar, Amanda, Liliana, Tino, Maria João, Juda, Manuela (Kaldinhas), Magia (Perlimpimpim) e João Manuel Pereira. Obrigado a todos e prossigam amanhã, conto contigo muito em especial;-)

publicado por Paulo César às 20:54
link do post | Ora diz Lá de tua Justiça | favorito
|
22 comentários:
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 19:34
É SÓM PARA DIZER QUE ESTE JOÃO NÃO TEM NADA A VER COMIGO...RESPONDI APENAS A UM DESAFIO E QUERO APENAS DAR A MINHA PEQUENINA E DESCONCERTADA CONTRIBUIÇÃO...
E AGORA RIAM-SE PORQUE EU JÁ O ESTOU A FAZER
E JÁ AGORA PARABENS AO MENTOR DA IDEIA...SE A MODA PEGA...É SÓ PRÉMIOS NOBEIS OU NOBISJoão Manuel Pereira
(http://27161967)
(mailto:pereiradeserem@clix.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 19:05
Marta, trincava uma castanha de caju e semi cerrando os olhos, afagou a amão de João enquanto lhe perguntava. E os teus filhos João? Tens estado com eles? Como estão as coisas com a tua ex mulher? Tens visto os meninos?Maria Papoila
(http://apapoila.blogs.sapo.pt)
(mailto:mantosilva@sapo.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 18:54
do outro lado, estava um homem simples, na casa dos 40, com aspecto ainda bastante jovem, com um sorriso franco, um olhar da cor do mar, que falava sem tirar os olhos daquele rosto que á sua frente o fixava e que ele parecia elevar a outra dimensão. joão é um homem de trato fácil, responsavel, que gosta de coisas simples, exigente consigo próprio, mas que ao longo da vida foi perdendo alguma da alegria de viver, estava agora ali, sentado ao lado duma mulher lindissima, e por muito que tenha jurado não se envolver com mais nenhuma mulher, sentia que estava a prestes a desfazer a jura que tinha feito a si proprio, claro que tudo era ainda muito prematuro, mas sentia algum conforto, um conforto que o invadia de sonhos, na sua cabeça fervilhavam ideias e memórias passadas, á muito que não se sentia assim e era magnifico sentir outra vez aquele formigueiro no coração de quem está outra vez apaixonadoJoão Manuel Pereira
(http://27161967)
(mailto:pereiradeserem@clix.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 17:26
o empregado agradecendo os votos formulados,foi buscar o que lhe haviam solicitado.Voltou com os favaios e retirou-se de imediato.
João e Marta pegaram nos copos e brindaram .... brindaram-se mutuamente ........ num desejo .... deixarem-se "voar". Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 17:11
Diplomaticamente, João contornou a situação com aldácia e firmeza, despindo o dito empregado de qualquer outro avanço de insinuação, exclamando:
Já viu a sorte que eu tenho!? Demorei, mas nunca descorando a divina esperança, alcancei o meu tesouro. Agora sei apreciar uma verdadeira jóia... Desejo-lhe a mesma sorte que me assola. Tenha confiança em si e verá que a sua hora um dia há-de ressuscitar.
Marta esboçou um sorriso e no seu olhar, um brilho humedecido apelava à emoção de tão nobre dedicatória, reforçando ainda mais a vontade de o beijar e abraçar. Cada momento que partilhava na companhia de João lhe dava mais certeza que o seu princepe encantado tinha aparecido.

Carlos Peliças
</a>
(mailto:cmpelicas@ana-aeroportos.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 16:33
É que Marta era tão linda que o empregado não conseguia tirar os olhos dela e pensava " Tão linda que é esta mulher".... João não ficou indiferente e ficou com uma ponta de ciumes, pois estava ali na frente a mulher da sua vida e o empregado não tirava os olhos dela o que poderia ele fazer?Fofinha
(http://fofinhaemuito.blogs.sapo.pt/)
(mailto:fofinhaemuito@sapo.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 16:19
"Ggg...gosto Marta. Traga dois Favaios, se faz favor..." - gaguejou João que notou que algo se tinha alterado subitamente em Marta, como se algo se tivesse quebrado. O que teria feito de errado? Ele estava tão feliz e ela parecera tão feliz quanto ele! A menos que...sim, o empregado...ele tinha emudecido e parecia transformado em estátua. com os olhos pregados na cara de Marta... Maria(EBS)
(http://mariavaialone.blogs.sapo.pt/)
(mailto:dancinghipo@sapo.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 16:02
Que bela ideia, Paulo! Tenho que aqui voltar para participar. Amanhã de manhã com mais tempo! Beijinhos!Maria(EBS)
(http://mariavaialone.blogs.sapo.pt/)
(mailto:dancinghipo@sapo.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 15:36
Valeu um pouco de sangue frio em João que logo respondeu:
Olhe senhor, como já é tarde eu sugeria um aperitivo para o jantar...jantas comigo não jantas Marta?
Conheço um pequeno restaurante típico e isolado que era o ideal..
Janto pois disse a Marta decidida...para mim também pode trazer um Favaios bem fresquinho e para acompanhar umas castanhas de cajú...não sei se gostas?...Paulo
(http://poesialusa.blogs.sapo.pt)
(mailto:paulocesarnunes@sapo.pt)
De Cobarde a 18 de Janeiro de 2006 às 15:12
Continuação: "Marta pensou inadvertidamente que estava a sonhar. Algures, muito longe, via um deserto a perder no horizonte, sentia que estava num pequeno oásis, um lugar paradisíaco com palmeiras, cuja sombra lhe causava enorme prazer. Inclinou-se vagarosamente sobre o amor da sua vida, afagando-lhe suavemente aqueles belos cabelos compridos, passando os dedos pela face cinzelada do João, qual Adónis expectante e a ficar ofegante. Que desejam? Marta dá um salto na cadeira, olha para a sua frente e vê o empregado do café. Sustem a respiração e quase desmaia."eduardo
(http://fatimacidade.blogs.sapo.pt)
(mailto:josedusantos@sapo.pt)

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