Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

Poema Livre


passaro.jpg


(Imagem recolhida na Internet)


Poema Livre


 


O rio escorre


Banhando de água morna os teus pés


nus


E no amarelo das palhas


Estendes as pernas nuas


Feitas de languidez


Num branco perfeito.


Teu tronco enrolado


Entre o meu braço e o meu peito


É um aconchego refeito.


Arfamos hálitos cansados


E melancólicos


De quem acabou o prazer


E encontrou a paz.


No rio que escorre


Frente ao nosso olhar


Ali um pássaro saltita


Além um puto grita


E o estio


Dourando o azul do céu


Despede o dia


Para se pôr alaranjado


Num poente


Do nosso regresso


 


Memória


História


Que perdura


Em mim assim


Um rio


O céu


O Sol


Um pássaro


As palhas e um puto


Neste Verão


Em que és minha.


 


Poema escrito a 26 de Janeiro de 2006



 
publicado por Paulo César às 18:10
link do post | Ora diz Lá de tua Justiça | favorito
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16 comentários:
De Cobarde a 29 de Janeiro de 2006 às 12:33
oLÁ... ESTE COMENTÁRIO É PARA A AUSENCIA FATAL... PODES MUDAR DE NIK E FAZER OUTRO BLOG AS A MANEIRA COMO ESCREVES NÃO CONSEGUES ENGANAR NINGUÉM, PORQUE TENS UMA MANEIRA ESPECIAL DE ESCREVER TU ÉS A oteudocoelhar PORQUE APAGASTE O BLOG LINDO?... sOFRIMENTO A MAIS... É SEMPRE A RAZÃO QUE LEVA A FAZER ISSO, MAS DE QUE ADIAMTA SE CONTINUAS NOS SITIOS QUE TE VÃO FAZER SOFRER NA MESMO... JINHOS DOCES Francisco
</a>
(mailto:xico-dias@sapo.pt)
De Cobarde a 29 de Janeiro de 2006 às 11:23
O ser humano sempre teve medo de fascínio por aquilo que não compreendia. Com a morte, não foi diferente. O que acontece depois que o corpo conhece o seu fim?
Em todo o mundo, culturas primitivas reverenciavam a morte e os espíritos dos mortos. Em homenagem aos que se foram, eram erguidos templos, capelas, monumentos, mausoléus. Numa tentativa de amenizar o que possa existir do outro lado, as pessoas apegam-se a religiões diversas, temendo o céu ou o inferno - ou o que quer que exista após, quando o corpo exalar seus últimos suspiros.
A morte também cria arte, quando uma pessoa, fascinada pela idéia de morrer e assim abandonar este mundo oprimente, injusto e onde os indivíduos diferentes não são compreendidos, desejam a morte, cantam, pintam, escrevem, dançam em louvor a ela. Da celebração da morte, surge uma genuína arte de celebração da vida, numa espécie de Carpe Noctem.
Amor, Morte, Medo, Ira, entre muitos outros, são coisas que preenchem nossa vida, que fazem parte dela. Porque temê-las?A arte do grotesco, do impensado, do incompreendido, faz parte da mente daqueles que não mais se conformam com o que está aí, com a apatia do mundo e da sociedade em relação à miséria que se tornou nossas vidas hipócritas - é, portanto, um grito no escuro, um pedido silencioso de ajuda: ajuda para suportar este mundo insuportá


ausencia fatal
(http://ausenciafatal.blogs.sapo.pt)
(mailto:sofia_ribeiro21@hotmail.com)
De Cobarde a 28 de Janeiro de 2006 às 17:18
mas que lindo poema... de amor... de prazer... tipo os meus... mas os teus sao d qualidade superior :p
bjinhus grandesPipinhas
(http://pipinhas.blogs.sapo.pt)
(mailto:filipa.arez@sapo.pt)
De Cobarde a 28 de Janeiro de 2006 às 15:38
Os poemas livres ou não, são sempre belos, desde que sejam bem feitos e com inspiração de algo para os escrever. Um grande beijinho.Fallen Angel
(http://www.sonhosencantados.blogs.sapo.pt)
(mailto:mac_marisa@yahoo.com.br)
De Cobarde a 28 de Janeiro de 2006 às 09:14
Belissimo poema, amei de verdade Poeta.
Bom fim de semana.

Beijo ternoIsa
(http://singular.blogs.sapo.pt)
(mailto:singularidade@sapo.pt)
De Cobarde a 27 de Janeiro de 2006 às 20:29
Que posso dizer-te Paulo? Este teu poema livre é leve, bucólico e quente. Foi bom lê-lo nesta tarde gélida. BeijoMaria Papoila
(http://apapoila.blogs.sapo.pt)
(mailto:mantosilva@sapo.pt)
De Cobarde a 27 de Janeiro de 2006 às 14:13
será poema livre ou antes sonho preso? ;)amanda
(http://toukibem.blogspot.com)
(mailto:a_manda@iol.pt)
De Cobarde a 27 de Janeiro de 2006 às 12:35
Engraçado que assim como a Paula eu tb acabei de ler Alvaro de Campos.........será que reencarnou em ti???? Tens a mesma capacidade de encanto......e a mesma ternura descrita em poema!Ana Luar
(http://aromademulher.blogs.sapo.pt/)
(mailto:luar_zita@msn.com)
De Cobarde a 27 de Janeiro de 2006 às 11:00
POeta está na minha hora...a luz ao fundo do túnel chegou finalmente. Passei para te deixar um beijinho e pedir que ajudes as meninas a cuidar do meu cantinho ;) pode ser? Fica bem sempre com as doce palavras. Beijokinhas grande *****oteudocoelhar
(http://oteudocoelhar.blogs.sapo.pt)
(mailto:joanstar@sapo.pt)
De Cobarde a 27 de Janeiro de 2006 às 10:58
Por momentos senti como se Álvaro de Campos tivesse ressuscitado. Lindo este poema,apelando à natureza...
beijos na tua soulPaula
(http://www.mysoul.no.sapo.pt)
(mailto:mysoul_05@hotmail.com)

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